
Estácio de Sergipe tem política de diversidade reconhecida como modelo pelo Ministério Público do Trabalho
Estácio de Sergipe tem política de inclusão reconhecida pelo MPT-SE como modelo para outras instituições de ensino superior.
As ações de diversidade e inclusão promovidas pela Estácio, em Sergipe, foram oficialmente reconhecidas pelo Ministério Público do Trabalho de Sergipe (MPT-SE).
A instituição foi recomendada como exemplo para outras universidades privadas do estado após uma audiência coletiva realizada em dezembro de 2024, que debateu a desigualdade racial no meio acadêmico e no mercado profissional.
O reconhecimento acontece em um cenário que ainda pede avanços urgentes.
De acordo com pesquisas recentes, 84% dos jovens negros já vivenciaram ou presenciaram situações de preconceito no ambiente educacional.
Apenas 0,4% dos alunos do ensino superior são pessoas com deficiência, evidenciando a necessidade de políticas ativas para mudar essa realidade e promover espaços mais representativos.
Iniciativas que transformam: grupos de afinidade e ações práticasn
A Estácio se consolidou como referência em Sergipe por adotar políticas afirmativas concretas.
Entre as práticas reconhecidas estão os grupos de afinidade, focados em mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+, que promovem escuta ativa, acolhimento e aprendizado contínuo.
A instituição também implantou o Programa de Excelência em Gestão (PEG), que reserva vagas para grupos minorizados, e criou o “cartão amarelo” — um lembrete fixado nos crachás para reforçar, de forma educativa, a importância da linguagem inclusiva e do respeito.
Histórias como a de Bárbara Souza, coordenadora de relacionamento da Estácio, mostram o impacto dessas políticas.
Mulher negra, Bárbara iniciou sua trajetória como aluna de Marketing e, em 2020, ingressou como assistente do Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE).
Hoje, lidera uma equipe e se orgulha da trajetória construída em um ambiente que, segundo ela, transforma discurso em prática.
O MPT-SE elogiou publicamente as ações da Estácio e recomendou que outras instituições privadas de ensino superior adotem práticas similares.
Novas rodadas de diálogo entre o Ministério e instituições sergipanas estão previstas para os próximos meses, com o objetivo de fortalecer políticas educacionais mais inclusivas em todo o estado.